Um belo dia decidi mudar…Estados Unidos

 


“Com o passar do tempo fui percebendo que o ser humano é o mesmo em qualquer lugar, só muda de endereço.” Nereida Tims
 
Nereida Tims em seu escritório em Atlanta(USA)

 

 
O Inquietude Brasileira continua entrevistando muito gente boa. Trouxemos pessoas que resolveram tentar uma nova experiência em outro país e hoje têm muita história para contar. Esse é o caso de Nereida Tims, uma soteropolitana que, visando expandir seus conhecimentos e horizontes, foi estudar nos “States”,ou ainda, Estados Unidos, e teve grandes mudanças positivas em sua vida. 
As respostas de Nereida cabem uma boa reflexão, pois é a opinião de alguém que já mora há bastante tempo em outro país e que teve oportunidade de fazer uma análise mais profunda das nacionalidades envolvidas (brasileiro e americano). Ela termina por nos fazer pensar sobre o que é importante na vida, afinal, seja lá onde você for (outro país ou outro bairro) sempre vão existir pessoas lutando para uma vida melhor. 
Bom…em sendo inquietas, há grande possibilidade dessa busca ser muito mais colorida e interessante, não é? Vamos lá…divirtam-se. 
 
 
 
Nome e idade 

 

 Nereida Tims, 49 anos
 
Terra Natal 
Salvador, Bahia
 
Lugar em que mora atualmente e há quanto tempo
Atlanta, GA, 15 anos
 
Mora com quem?
Moro com meu marido, Timothy Tims
 
É casado (a)? Tem filhos?
Sou casada, tenho duas enteadas
 
Já morou em outros lugares antes?
Sim, em Ohio e New Mexico
 
Teve dificuldades quanto a visto? Quais?
Não tive dificuldades em obter o visto. O processo correu sem problemas.
 
Do que sente mais saudade de sua terra natal?
Da minha família e dos meus amigos.
 
O que acha mais interessante do local/ pessoas onde mora atualmente?
Gosto muito da organização, do fato de que as autoridades fazem com que a lei seja cumprida, do serviço ao cliente de diversas lojas e serviços que fazem de tudo para atender bem ao cliente e colocá-lo em primeiro lugar, da facilidade e rapidez para se fazer as coisas, da limpeza em geral, do fato que moro em uma das grandes metrópoles dos Estados Unidos e do fato de que  a academia da qual eu sou membro tem filiais espalhadas espalhadas em todos os lugares da cidade o que facilita a minha vida. Com relação às pessoas, não vejo muita diferença. Com o passar do tempo fui percebendo que o ser humano é o mesmo em qualquer lugar, só muda de endereço.
 
O que considera mais estranho/engraçado em termos de comportamento do local ou das pessoas daí?
Acho engraçado a simplicidade deles. Por exemplo, ao sentar na igreja, no consultório médico, no ônibus, eles colocam a bolsa, a mochila no chão. Eu não faço isso. O chão pode estar brilhando de limpo. Se estivermos em um local necessitando de atendimento e existem mais de duas pessoas esperando pelo mesmo atendimento, ninguém precisa mandar fazer fila. A fila é formada automaticamente, sem ninguém querer passar na frente de ninguém. A mesma coisa acontece no ponto de ônibus.
 
Já precisou de atendimento médico? Como foi? 
Já precisei de atendimento médico e o atendimento foi muito bom. A tecnologia disponível nos hospitais e clínicas é impressionante. O atendimento é rápido, o médico vai direto ao ponto e não tenho que passar horas esperando pelo atendimento.

 

Qual o meio de transporte que costuma usar?
Uso o meu próprio carro.
 
Como é a segurança pública onde mora?
 Muito boa. No meu bairro um carro da polícia  faz patrulha 24horas por dia, entrando e saindo da garagem dos edifícios e pela rua. Na cidade, da mesma maneira: sempre se vê carros da polícia na rua fazendo patrulha. Contudo, os problemas policiais não deixam de existir. Mas, poderia ser pior.
 
Em algum momento sofreu discriminação por ser estrangeiro (a)?
 Claro! Tem pessoas que não aceitam o fato de que alguém de outro país chegue aqui e consiga ocupar posições que eles sendo daqui não conseguiram ou conseguem.
 
O que te inquietava e te fez decidir mudar de país?
A burocracia das universidades federais foi a motivação que me fez pensar em fazer um mestrado e doutorado em outro país. Depois de vivenciar a cultura e a vida em geral nos Estados Unidos como estudante de pós- graduação, senti o desejo de permanecer no país. A decisão de ficar realmente aconteceu depois que meu marido e eu nos encontramos. A partir daí, sentí que os demais capítulos da minha vida seriam passados aqui nos Estaods Unidos junto com o amor da minha vida.
 
Você trabalha com o que?
 Sou gerente do departamento de tradução de uma empresa multinacional.
 
A necessidade com toda certeza, faz-nos desenvolver habilidades antes desconhecidas. Acha que a mudança de país fez desenvolver em você algum talento antes desconhecido? Qual?
 Descobri que gosto muito de malhar e cuidar da minha saúde a ponto de fazer um curso profissional de “Personal Trainer”. Além de mestre e doutora, hoje também sou “Personal Trainer” certificada pela AFAA (Aerobics and Fitness Association of America) e malho de segunda a sexta por pelo menos duas horas fazendo exercícios cardiovasculares e levantamento de peso. Já trabalhei como Personal Trainer e a-do-rei a experiência. No momento não estou treinando ninguém, porque o meu trabalho toma todo o meu tempo, mas ofereço consultoria às pessoas interessadas.
 
Considera-se uma pessoa inquieta?
Sim, estou sempre tentando alcançar um nível mais adiante na trajetória da minha vida. Em outras palavras não sou acomodada. Sei que o futuro que Deus tem pra mim reserva coisas mais maravilhosas das que atualmente tenho.

 

Sabe a língua local? Considera importante?
Sim falo e escrevo a língua inglesa fluentemente. Além disso também falo e escrevo a língua espanhola. Aprender um idioma é muito importante na vida de quem deseja sair do seu país para viver novos desafios em um outro.
 
Sabe falar mais alguma língua? 
Sim, falo e escrevo o espanhol fluentemente.
 
Conhece muita gente do seu país de origem onde mora atualmente?
 Infelizmente, não.
 
Como foi a adaptação ao país que vive? Tem amigos?
A adaptação aconteceu rapidamente e sem problemas porque eu gostei do que encontrei. Como disse a vida aqui me ofereceu um nível mais alto de conforto e melhor qualidade de vida do que quando eu morava em meu país. Então posso dizer que a mudança foi realmente pra melhor. Tenho alguns amigos. A qualidade  das  minhas amizades falam mais alto do que o número de pessoas que fazem parte do meu círculo de amizades.
 
Sua visão de mundo mudou após essa mudança de vida?  Qual foi a diferença?
 Mudou. Hoje eu dou mais atenção a minha saúde  e qualidade de vida, seleciono melhor meus amigos dando preferência àqueles que têm uma visão positiva de mundo e proativamente decidiram desenvolver um relacionamento pessoal com Deus.

 

Como é custo de vida de onde mora?
O custo de vida em Atlanta é relativamente alto.
 
Tem alguma dica para quem deseja morar aí? Qual?
A primeira dica para quem deseja morar nos Estados Unidos é: aprenda a língua inglesa. A segunda seria: estude um pouco sobre os costumes do estado /cidade para onde você vai se mudar e aprenda a abraçar a diversidade. E a terceira: tenha uma profissão e experiência que possam ser comprovadas. Poderia continuar com mais dicas, mas acho que estas seriam as principais.
 
Pensa em morar em outro país diferente? Qual?
 Não.
 
Pensa em voltar para sua terra natal?
 Não. A não ser que Deus tenha outro plano para mim e meu marido.
 
Quais são seus planos para o futuro?
Priorizar ainda mais o meu relacionamento com Deus, porque desta forma todas as outras coisas serão acrescentadas, e elevar o meu nível de excelência nos aspectos espiritual, pessoal, mental e físico.
Nereida Tims e seu marido na piscina de um hotel em Salvador
 
O Inquietude Brasileira agradece a Rita Rocha que nos indicou Nereida para essa entrevista.
Querendo participar e contar de sua estória, ou ainda, indicar alguém, basta entrar em contato pelo blog ou pelo Facebook.

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