Abrindo a Mente…na terra da rainha. Amsterdam e Bruges

Amsterdam e Bruges
Essa sim é uma viagem que eu ainda não havia imaginado em fazer por agora. No entanto, percebo que a vida vem me pregando peças maravilhosas e foi lá que fui parar no meu segundo fim de semana na Inglaterra. Você deve estar se perguntando, mas Amsterdam fica na Holanda, não é isso? Sim, e isso é que é o legal, a possibilidade de transitar por diversos países em poucas horas.
O que lia sobre o lugar despertava-me curiosidade e logo surgiam na mente bicicletas, canais, tulipas, e a prostituição legalizada e os coffee shops. A idéia preconcebida era do lugar onde o proibido era permitido. Dificilmente não bate aquela curiosidade sobre o local.
Bom,o ônibus partiu na sexta-feira e a viagem durou aproximadamente 12(doze) horas, sendo que 40(quarenta) minutos deles no Eurotúnel( ida e volta). Para quem não sabe esse é um túnel ferroviário submarino que liga a Inglaterra a França pelo Canal da Mancha. Isso mesmo, debaixo d´água.  Pura emoção.
Como estávamos num ônibus, o mesmo entrou num dos vagões e lá podíamos nos movimentar sem maiores problemas, a sensação é semelhante à  de uma viagem de avião, pois há a pressão que incomoda um pouco os ouvidos. Saímos na França e o ônibus seguiu para Amsterdam e lá pelas 8 (oito) horas da manhã já estávamos em solo holandês.
Como estava numa excursão conheci pessoas de muitos lugares, mas minhas maiores companhias eram uma colombiana, bem legal que gosta muito do Brasil, uma japonesa, uma argentina e algumas brasileiras. Todos unidos pelo inglês.
Amsterdam é a maior cidade holandesa e é seu nome vem da junção do seu principal rio Amstel de uma represa (dam). A cidade é circundada por canais o que de imediato nos remete a Veneza, na Itália. Apesar de nunca ter estado na cidade italiana sua fama inevitavelmente faz com que a relação se estabeleça.

A quantidade de bicicleta é realmente impressionante cerca de 2 (duas) para cada morador e se andarmos sem o devido cuidado, podemos ser atropelados a todo instante, pois a prioridade é delas. O fluxo é tamanho que podíamos ver estacionamentos lotados das magrelas e pessoas até mesmo vestidas de roupa de festa pedalando.

A conscientização do cuidado pelo meio ambiente é forte e é possível ver carros estacionados sendo carregados à energia elétrica. A mentalidade holandesa é bastante evoluída. E logo percebemos o quanto a organização e limpeza imperam no local.

A arquitetura é interessante, pois as casas são estreitas e inclinadas para frente, pois devido ao estreitamento, os móveis entram pelas janelas que são maiores, sendo pendurados pelo gancho à frente e no alto das casas.  Há também uma espécie de vila chamada Begijnhof com casas típicas e onde moram mulheres que tinham uma vida semelhante à de freiras, voltadas para caridade, dentro de Amsterdam.

A cidade é recheada de museus, dentre eles o museu de sexo, o de Van Gogh, o  Heineken, e a casa de Anne Frank, infelizmente só consegui visitar essa última, pois a fila enorme. No entanto valeu muito a pena, pois um pouco de história é sempre enriquecedor.  Além do slogan: I Amsterdam, que é o ícone da cidade localizado na parte de trás do Rijksmuseum em Museumplein. O passeio de barco pelos canais também é um espetáculo a parte de onde podemos ver os barcos que as muitas pessoas residem pessoas as margens dos canais.

À noite o ponto alto é conhecer o Red Light District, para quem não sabe são aquelas vitrines onde ficam onde as prostitutas aguardando seus clientes. Em Amsterdam a prostituição é uma profissão regulamentada sendo possível, inclusive achar estátuas na rua em homenagem a elas. Outro destaque da noite foram os Coffee Shops, onde é possível o consumo da maconha e haxixe livremente. Eles estão espalhados por todo o centro da cidade.

Bom, meu dia em Amsterdam deixou um gosto de quero mais, pois não pude visitar todos os lugares que desejei. Esse com certeza é um lugar que desejo retornar.

O dia seguinte, domingo, foi recheado de coisas bastante interessantes como conhecer uma Vila chamada Zaanse Schans, onde eram fabricados queijos maravilhosos e também os famosos clogs, que são aqueles calçados de madeira, que são feitos em menos de cinco minutos isso sem falar nos lindos moinhos característicos do cenário holandês


De lá partimos para a cidade com características medievais, denominada Bruges, na Bélgica. Com calçados feitos de pedra, construções que mais parecem castelos e canais lindíssimos foi tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Os produtos que são mais conhecidos do local são as rendas e o chocolate belga, simplesmente, delicioso.

Bruges é um local mais tranqüilo que Amsterdam e bem interessante para finalizar esse que foi um fim de semana de uma intensidade em demasia.
Dentro do vagão do Eurotúnel

Arquitetura de Amsterdam

Casa de Anne Frank

Loja divertida com variados modelos de preservativos

Moinhos de Vento em Vila Holandesa
Arquitetura de Bruges (Museu Salvador Dali)


Dicas de Filme:

Para se sentir em Amsterdam nada melhor que o recente  A culpa é das estrelas, estrelado por  Shailene Woodley, Ansel Elgort, e Nat Wolff, com Laura Dern, Sam Trammell, e Willem Dafoe. Para ter noção da cidade de Bruges: Na mira do chefe (In Bruges) com Colin Farrell e Brendan Gleeson

Semana passada não houve nenhuma dica de filme, mas para reparar essa falhar tem Um lugar chamado  Nothing Hill, estrelado por Julia Roberts, Hugh Grant e o Diário de Bridge Jones– No limite da razão comRenée Zellweger, Colin Firth, Hugh Grant. 

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